VIDA E COMIDA NATURAIS
SETE REGRAS PARA VIVER NA NATUREZA COM SUCESSO
AUTOR: Reinhold Schweikert email: paradiesinselfamilie@gmail.com
Reinhold Schweikert, Ap.111, 7320-999 Castelo de Vide, Portugal Tel.: 00351 245 992419
AS SETE REGRAS PARA VIVER NA NATUREZA COM SUCESSO
- VIVER AO AR LIVRE
A nossa família vive e trabalha nos próprios jardins. Os nossos quartos crescem no meio de sebes de rosas, marmelos, bagas e pomares, não deixando de haver privacidade e resguardo. No interior, a atmosfera é calma, protegida de ventos. O ar é fresco com um cheiro delicioso e os pássaros acordam-nos com o seu canto. De manhã, quando abrimos os olhos, vemos flores magníficas e frutos que se penduram sobre as nossas cabeças, prontos a comer.
Diferentes tipos de quartos naturais:
Família ou crianças Casal Animais


- COMIDA NATURAL
Aqui vamos registar apenas alguns exemplos de pratos típicos da nossa comida natural:
Pequeno Almoço
a) Leite fresco com bagas
Leite fresco (fermentado num pote de barro)
Framboesas (podem ser substituídas por fruta da época)
Groselhas
Raspa de meio limão ou laranja
1 maçã crua
1 gema de ovo cru
2 ou 3 folhas de alface
Azeitonas
Coloca-se o leite numa tigela e cobre-se com as framboesas e groselhas (se a fruta não for suficientemente doce, adiciona-se mel e pólen de uma placa natural de abelha). Polvilha-se com a raspa do limão ou da laranja. Este prato pode ser acompanhado de maçã, gema de ovo, alface e azeitonas.

b) Leite fresco com maçã ralada
Laranjas
Leite fresco (de preferência de cabra porque não é tão indigesto)
1 maçã crua
1 gema de ovo cru
Azeitonas
Hortelã
Com um espremedor manual, espremem-se as laranjas de modo a obter um sumo natural que se bebe em jejum. No Verão, na ausência de laranjas, aconselhamos a comer uma ou mais fatias de melancia também em jejum.
De seguida, coloca-se o leite numa tigela e junta-se-lhe a maçã ralada. Este preparado pode ser acompanhado de gema de ovo, azeitonas e hortelã.
Almoço


Da esquerda para a direita:
a) Feijão verde com tomate e cebola
Feijão verde cru ralado
Tomate cru cortado aos pedaços
Cebolas cruas raladas
Azeite
Sal marinho
Vinagre
Ervas aromáticas
Mistura-se tudo numa saladeira.
b) Cenoura com frutos secos
Cenoura crua ralada às tiras finas
Avelãs, nozes ou amêndoas trituradas
Figos secos triturados
Óleo
Mistura-se tudo numa saladeira. A fruta seca pode ser substituída por maçã triturada com o sumo de um limão e a respectiva casca raspada.
c) Cebola com queijo
Cebola crua
Azeite
Vinagre
Sal marinho
Queijo ralado
Corta-se a cebola às fatias finas para uma saladeira e junta-se-lhe o azeite,
vinagre, sal marinho e queijo ralado. Mexe-se tudo muito bem.

d) Pepino com queijo fresco
1 pepino cru
5 dentes de alho
Azeite
Vinagre
Queijo fresco
Ervas aromáticas
Corta-se o pepino às rodelas finas e coloca-se numa saladeira. Junta-se-lhe os alhos partidos ou esmagados num almofariz. A seguir adiciona-se bastante azeite, vinagre, queijo fresco triturado e ervas aromáticas (preferencialmente “Dill”). Mistura-se tudo muito bem.

e) Salada de batatas cruas
3 ou 4 batatas médias cruas
Trigo avermelhado
Sementes de girassol
Amendoins crus
Cogumelos secos
Ervas bravas
Azeite
Sal marinho
Ralam-se as batatas às tiras finas. Mói-se uma mão cheia de trigo duro avermelhado. Tritura-se uma mão cheia de sementes de girassol, outra de amendoins crus e uma última de cogumelos secos. Com uma faca de duas mãos, cortam-se algumas ervas bravas, como ortigas. Mete-se tudo numa taça e tempera-se com azeite e sal marinho, mexendo com um garfo sem pressionar.

f) Espinafres com gema de ovo crua
Espinafres crus (podem ser substituídos por outras folhas como nabiças ou ortigas)
Azeite
Sal marinho
4 dentes de alho
3 gemas de ovo cru
Esmaga-se um molho de espinafres num almofariz de madeira coberto com o azeite, sal marinho e os dentes de alho. Coloca-se tudo numa saladeira e juntam-se as três gemas de ovo, sem bater, misturando com uma colher de pau.
g) Couve com Queijo fresco
Couve crua de folhas tenras
Queijo fresco ou leite fermentado
Sal marinho
Azeite
Vinagre ou sumo de 1 limão
Cortam-se as folhas de couve às tiras finas e colocam-se numa saladeira. Depois mistura-se o queijo fresco ou leite fermentado. Tempera-se com sal marinho, azeite e vinagre ou limão.
Jantar
a) Salada Amarga
Folhas de “endivian” cruas (esta planta alemã pode ser substituída por quaisquer folhas bravas ácidas)
Alho
Sal Marinho
Azeite
Sumo de 1 limão ou laranja
Cortam-se as folhas finas e metem-se em água morna, durante 10 minutos, para retirar a acidez. Se quisermos manter a acidez, podemos juntar maçã ralada; é mais saudável se a acidez não for eliminada por completo. Depois, com a ajuda de um escoador, retira-se a água. À parte, tritura-se o alho e mistura-se-lhe o sal marinho. Coloca-se esta mistura numa saladeira com o fundo coberto de azeite. A seguir, junta-se, alternadamente, o sumo de laranja/limão e as folhas. O melhor acompanhamento é salada de batatas cruas. Esta receita também pode ser servida ao almoço.


b) Enrolado de salada
1 folha de alface, nabiça ou outra crua
Tomates crus
Cebola crua
Queijo de cabra ou vaca
Outros vegetais a gosto crus
Estende-se a folha e recheia-se com os restantes ingredientes, em forma de rolinho.


Sobremesas
a) Banana de mel com nozes
1 banana
Mel líquido
Nozes
Descasca-se a banana e coloca-se num prato, inteira ou partida ao meio. Rega-se com o mel líquido e polvilha-se com nozes trituradas.
b) Salada de fruta
Fruta variada
3 colheres de sopa de queijo fresco
Corta-se a fruta variada aos pedaços e junta-se-lhe o queijo fresco, misturando tudo numa taça. Se as frutas forem amargas, pode-se adicionar um pouco de mel e vinho branco. Para esta salada as frutas mais indicadas são bananas, maçãs, pêras, morangos, figos, uvas, cerejas, amoras, laranjas e todo tipo de bagas.
c) Figos com queijo fresco
Figos
Queijo fresco ou natas
Partem-se os figos ao meio e colocam-se num prato. De seguida cobrem-se com queijo fresco ou natas batidas.
d) Bolo cru
Nozes
Amêndoas
Avelãs
Frutas secas
Alfarroba
Trigo
1 limão
6 claras de ovo cru
Mel
Trituram-se as nozes, amêndoas, avelãs, frutas secas e a alfarroba. Mói-se o trigo, mas não muito fino. Raspa-se o limão inteiro, com casca. Mistura-se tudo. A seguir batem-se as claras em castelo mas, um pouco antes de terminar, junta-se o mel e acaba-se de bater. Adicionam-se as claras à massa com cuidado. Depois coloca-se numa forma por untar. Repousa durante uma hora ou um dia, sem aquecimento. Finalmente desenforma-se e está pronto a servir.
e) Praline
Nozes
1 limão
Mel
Frutas secas (facultativo)
Trituram-se as nozes e frutas secas. Espreme-se o limão e junta-se o mel. Amassa-se tudo e moldam-se bolinhas redondas. Repousa durante uma hora e está pronto a servir.
f) Tarte Crua
Base
Trigo
Nozes
Amêndoas
Avelãs
Frutas secas
Alfarroba
6 claras de ovo cru
Mel
Sumo de 1 limão
Recheio
Bananas
Framboesas
Nozes trituradas
Outra fruta à escolha
Queijo fresco
Para a base, mói-se o trigo e junta-se-lhe todos os restantes ingredientes. Amassa-se tudo muito bem de modo a obter uma massa homogénea e pressiona-se com as mãos. Forra-se uma forma de tarte. De seguida cobre-se com banana esmagada com um garfo. Por cima coloca-se fruta à escolha cortada fina e tapa-se com uma camada de queijo fresco. Para terminar, decora-se com framboesas e/ou polvilha-se com nozes trituradas.
Outras Receitas
Pão Cru (versões simplificadas)
Trigo
Sal marinho
Azeite ou óleo
a) Demolha-se o trigo durante um dia. Junta-se-lhe o sal marinho e o azeite/óleo, misturando tudo com uma colher de pau. Deixa-se secar meio dia e está pronto para comer. Se for pressionada com as mãos esta massa serve de base para tartes.
b) Mói-se o trigo e junta-se-lhe azeite/óleo e sal marinho. Mistura-se com bastante leite fresco, de modo a que a massa fique homogénea e se consiga moldar e cortar. Está pronto a servir.
c) Mói-se o trigo e junta-se-lhe frutas secos, nozes e alfarroba. Adiciona-se leite fresco, de modo a que a massa fique homogénea. Deixa-se num alguidar tapado com um pano seco, durante 4 a 6 horas. Molda-se e está pronto a comer.
Pizza Crua
Trigo
Sal marinho
Azeite/óleo
Água
Mói-se o trigo e junta-se-lhe sal marinho, azeite/óleo e água. Amassa-se tudo e molda-se
uma base que seca durante uma hora. Forra-se um prato de pizza e cobre-se com tomate,
alho, pimento picante, cebola, azeitona, anchovas, queijo, etc. Está pronta a servir.
Manteiga de Amendoim/Noz
Amendoins crus ou nozes cruas
Tomate cru
Alho
Sal marinho
Trituram-se os amendoins ou as nozes. Num almofariz, esmaga-se um pouco de tomate e
alho juntamente com sal marinho. Mistura-se tudo e serve-se.
Abacates Crus
1 abacate cru
2 gemas de ovos crus
Sal marinho
Salsa
Azeite/óleo
Corta-se o abacate em duas partes iguais e retiram-se as sementes com uma colher. Coloca-se uma gema em cada metade do abacate e tempera-se com sal marinho, salsa e azeite/óleo. Para servir, decora-se o prato com duas rodelas de limão.
Cacto Cru
Folhas novas de cacto
Amendoim cru triturado
Vinagre
Apanham-se folhas novas de cacto e retiram-se os picos em água com uma escova ou à mão. Depois cortam-se às tiras finas e colocam-se numa taça. Junta-se-lhe amendoim triturado e vinagre. Nunca se deve juntar azeite ou óleo ao cacto porque este já contém substâncias oleosas.

Couve-flor Crua
Couve-flor crua
Trigo
Azeite
1 gema de ovo cru (facultativo)
Mói-se a couve-flor e o trigo. Mistura-se tudo numa saladeira e tempera-se com um pouco de azeite. Esta mistura pode ser feita com a gema crua.

Ovos Batidos
Ovos crus
Mel
Raspa de 1 limão
Separam-se as gemas das claras. Batem-se as claras em castelo mas, antes de terminar, adiciona-se um pouco de mel, a raspa do limão e acaba-se de bater. Pode-se comer assim ou regar com as gemas. Aconselha-se a que se coma de imediato senão as claras ficam líquidas.
Sumo de laranja com leite de cabra ou vaca
Laranjas naturais
Leite de cabra
Espremem-se laranjas de modo a encher meio copo com sumo. Junta-se o leite de cabra até ao cimo e mexe-se com uma colher. É preferível leite de cabra porque o de vaca coagula rapidamente quando a ele se adicionam citrinos. É aconselhável não fazer esta mistura com leite pasteurizado nem com sumo de laranja artificial. Bebe-se com uma palha.
Chá
Flores frescas ou secas
Ervas aromáticas frescas ou secas
Folhas frescas ou secas
Frutas secas
Água da nascente
No fundo de um pote de barro, colocam-se flores, ervas aromáticas e folhas frescas ou secas, frutas secas (figos, laranjas, peras, amoras, cactos, etc.). Depois enche-se com água fresca da nascente e deixa-se repousar, no mínimo, uma hora. Se, após dois dias, ainda tiver chá, retiram-se as flores, ervas, folhas e frutas e mete-se o líquido em garrafas para fermentar durante, pelo menos, uma semana. Desta fermentação resulta uma bebida gasosa e alcoólica.
Queijo
Leite de cabra ou vaca
Cardos
Sal marinho (facultativo)
Ervas aromáticas (facultativo)
Depois de se obter o leite de cabra ou vaca ordenhado e ainda quente, adiciona-se-lhe o líquido dos cardos previamente demolhados, para assim se obter a coagulação. O leite fica a coagular, aproximadamente, meio dia, numa sala com temperatura de 20 a 30 graus (nunca deve ultrapassar os 40 graus). A seguir, retira-se a coagulação obtida com um coador e coloca-se em formas de queijo plásticas. Na ausência de formas, mete-se o leite coagulado num pano que se ata e pendura ou põem em cima de um coador, para sair o soro.
O queijo come-se fresco, mole ou duro. Para conservar o queijo durante um longo período, junta-se sal marinho e deixa-se secar ao ar.
Para proteger o queijo das moscas enquanto seca, limpa-se com água salgada, de concentração máxima. Outra forma de protecção é cobrir o queijo com ervas aromáticas secas, quando ele ainda está húmido.
Preparação dos cardos:
Colocam-se os cardos num copo e cobrem-se com água. Deixam-se repousar, no mínimo, meio dia. Depois prensam-se com os dedos, de modo a obter o líquido que se vai adicionar ao leite quente.
Há ainda muitas mais formas de fazer queijo, mas aqui só abordamos algumas.

Azeite
Azeitonas
Esmagam-se as azeitonas com uma máquina especial. De seguida metem-se numa prensa e o líquido liberto é logo dividido em azeite e sumo de azeitona. Depois engarrafa-se o azeite e guarda-se num local fresco e escuro.
As melhores prensas são as manuais, com macaco ou outros sistemas hidráulicos. Não se devem utilizar prensas com espiral porque a pressão é muito elevada e pode destruir as moléculas de gordura. Pela mesma razão não se devem utilizar os sistemas de centrifugação ou os sistemas modernos com demasiada velocidade e pressão. Assim, a azeite nunca deverá ser aquecido com uma temperatura superior a 40 graus.

Vinho
Uvas
O nosso vinho é feito com uvas morangueiras maduras. Metem-se as uvas num pote de barro e esmagam-se os bagos com uma máquina manual. Esta mistura fica a fermentar, sem quaisquer aditivos, durante um período de sete a dez dias, dependendo da temperatura. Quanto mais quente, mais rápida é a fermentação. Terminado o tempo desta pré-fermentação, separamos o bagaço do vinho, retirando este último e colocando-o noutro pote de barro. O vinho pode ficar neste pote até a fermentação estar quase completa, aproximadamente um mês. Por fim engarrafa-se o vinho morangueiro para ganhar um pouco de gás, o que melhora o seu sabor. Este gás desenvolver-se-á se a fermentação não estiver completa. Se se engarrafar o vinho mais cedo, a meio da fermentação, corre-se o risco da garrafa explodir, caso esta não seja especificamente para vinho espumante.

Fermentação lacto-ácida
Vegetais
Peixe seco sem ser demolhado
Sal marinho
Ervas aromáticas
Vinagre (facultativo)
Vinho (facultativo)
Para conservar todos os vegetais (batatas, tomates, pimentos, feijão verde, cebolas, favas, malaguetas, etc.), fazemos a fermentação lacto-ácida.
Cortam-se os vegetais escolhidos em pedaços e junta-se sal marinho e ervas aromáticas secas. Mete-se tudo num frasco. Depois prensa-se tudo muito bem com uma colher, até que a mistura fique coberta com o líquido dos vegetais. Se não tiver líquido suficiente, adiciona-se um vegetal mais suculento, como o tomate. Em substituição também se podem usar o vinagre ou vinho. Fecha-se o frasco muito bem e deixa-se fermentar, no mínimo, um mês. Mas o melhor é seis meses ou um ano. Conserva-se por um período de sete anos. Juntamente com os vegetais também se podem conservar leguminosas e cereais. Estes têm que ser demolhados 24 horas antes de serem conservados. Para preparações que contêm mais proteínas, utiliza-se mais sal.
Com os vegetais, também se pode fermentar peixe seco sem ser demolhado, como o bacalhau, muito apreciado em Portugal. Mas, por norma, a nossa família não come peixe.

Fermentação de azeitonas
Azeitonas
Azeite
Alho
Sal marinho
Malaguetas
Louro
Ervas aromáticas secas
Enche-se um alguidar com azeitonas maduras e lubrificam-se com azeite. A seguir junta-se o alho esmagado, sal marinho, louro, as malaguetas e as ervas aromáticas secas. Mistura-se tudo muito bem, de modo a que o sal fique colado às azeitonas. Mete-se esta mistura em frascos de vidro ou num barril de madeira ou plástico. Esta fermentação demora, no mínimo, dois meses. Durante a fermentação mexe-se o frasco ou barril várias vezes, um vez por semana, para lubrificar as azeitonas. Conserva-se cerca de dois anos.

FRUTA SECA

UTENSÍLIOS DE COZINHA


NOTAS:
- A fruta, especialmente os citrinos, deve ser totalmente natural, sem quaisquer
tratamentos;
- O sal é marinho, mas sem ser refinado;
- O queijo de cabra ou vaca é caseiro, ou seja, cru;
- As refeições devem ser acompanhadas de vinho morangueiro ou tinto natural
(somente feito de uvas, sem aditivos nem aquecimento) ou de sumo de laranja natural.
Se a refeição não satisfizer, pode-se completá-la com uma sobremesa à base de queijo e
fruta (banana, maçã, ananás, pêra ou figo fresco);
- É aconselhável não beber água nem meia hora antes nem até duas horas depois de uma
refeição com alimentos crus porque a água vai retirar o seu poder digestivo;
- Os pratos onde são servidos os alimentos são feitos de sobreiro;
- As refeições são quase sempre acompanhadas de música.
- Água
Se possível, beber somente água da nascente por um copo de vidro ou cortiça, com as
mãos ou com a boca. Tal como os alimentos, quando ela é retirada do seu ambiente
natural, começa a perder tensão e vitalidade. Se quisermos conservar a água em casa,
devemos fazê-lo em potes de barro, assim a perda de vitalidade é mais lenta. No Verão,
pode-se misturar água com vinho ou sumo de laranja.

- Leite
O leite deve ser natural, de cabra ou vaca, ou seja, não pasteurizado. A alimentação dos
animais também deve ser natural, sem qualquer tipo de ração. O gado não deve ser
tratado com medicamentos nem com vacinação porque tudo o que ele ingerir, nós
também ingerimos. O gado não deve ser mal tratado pelo seu dono porque afecta a
qualidade do leite.
- TRABALHAR NA NATUREZA COM AS MÃOS
Cada povo necessita de uma base sólida de pequenos agricultores maioritariamente auto-suficientes. Os produtos mais importantes devem ser plantados na própria quinta. A qualidade dos nossos alimentos aumenta se o trabalho for feito à mão, sem máquinas, químicos, nem adubos artificiais. Precisamos de cabras, galinhas, abelhas e até uma ou duas vacas para abastecer a família com leite, queijo, ovos e mel de excelente qualidade e também para obter estrume e fertilizantes naturais. Com esta produção natural, as necessidades básicas são satisfeitas e o desemprego nulo.





- EDUCAÇÃO NATURAL
O ideal é ensinar as crianças na quinta. Para além dos métodos práticos (jardinagem,
animais, lida de casa, costura), temos que ensinar o seguinte:
a) Música
Utlizamos diversos instrumentos e livros (ensino e cântico). Temos livros de
compositores clássicos e aparelhos de áudio e vídeo;

b) Arte
Fazemos pintura de cavalete a aguarela, guache e óleo. Desenhamos com vários meios
riscadores como lápis de cor, lápis de cera, marcadores e grafite. Moldamos objectos
com lasticina de várias cores. Mas, a arte mais importante, especialmente para os
adultos, é organizar uma quinta paradisíaca.

c) Religião
Lemos vários livros e a história da Bíblia. Antes do almoço, para agradecer a Deus os
alimentos, cantamos cânticos da igreja. Nós pensamos que a melhor forma de viver em
comunhão com Deus é viver na Natureza e comer alimentos crus, sem serem destruídos
pelo fogo, pois este produz muitas toxinas que são a causa de muitas doenças. As
moléculas dos alimentos, depois de aquecidas, perdem toda a sua vitalidade porque já
não se encontram na sua ordem natural.

d) Desporto
Não precisamos de jogos de competição porque não queremos pôr os membros da
família uns contra os outros. O corpo exercita-se com o trabalho na natureza e jogos
como trepar árvores ou nadar em lagos naturais. Entre os casais pode haver muito
exercício físico, na medida em que a comida crua e a vida natural dão mais potência.
e) Escrita e Leitura
Para aprender a escrever e a ler não precisamos encerrar as nossas crianças em escolas
tradicionais durante anos. Bastam alguns livros e adultos para ensinar os primeiros
passos porque, depois, oferecemos literatura variada conforme a idade. As crianças são
autónomas e elas próprias escolhem o que mais lhes interessa aprender. Temos uma
biblioteca enriquecida com géneros literários múltiplos: biologia, ciências, animais,
plantas, história, geografia, construção, religião, poesia, música, arte, ficção científica,
romances, aventuras, costura, alimentação, jardinagem, banda desenhada.


f) Matemática
Primeiro aprendemos o básico como a adição, subtracção, divisão e multiplicação. Mas
O mais importante é aplicar essa aprendizagem na prática; por exemplo construir
cancelas de madeira ou corda, ferramentas de madeira e ferro para a agricultura
(ancinhos, ferraduras, vassouras, escadas, rodas, carroças), mobiliário e casas de
madeira ou pedra, muros de pedra, poços, barris de madeira, barcos de madeira, redes
de corda, calçado, vestuário, pedras para moer trigo, cestos de vime, fieiras, teares e
velas de cera.

- LIDA DE CASA NATURAL
Na natureza, podemos encontrar tudo que necessitamos. Não precisamos utilizar produtos químicos
nem artificiais. É contra a natureza e as leis de Deus produzir coisas artificiais, não é permitido.
A nossa civilização é baseada em coisas artificiais, com as quais já não sabemos viver. Elas constituem
pecados contra as leis da natureza. A maior parte traz mais desvantagens do que vantagens.
A substituição de coisas naturais por artificiais não só diminuiu a qualidade de vida, como também
aumentou a poluição e o desperdício de recursos e energia. Se as mulheres deste mundo não
utilizassem tantas máquinas de lavar, provavelmente todos os reactores nucleares poderiam ser
desactivados. Nas regiões onde a água escasseia, também corremos o risco de contaminar a água
potável.
Como podemos evitar a utilização de químicos?
A maior parte das vezes basta lavar os objectos com água, sem detergentes. Para o corpo,
o melhor é lavá-lo só com água também. Normalmente ele não necessita de cosmética, que é muito tóxica. A beleza do corpo vem de uma vida e comida naturais, não pode ser produzida artificialmente com cosmética. Mas se houver necessidade de cosmética, podemos utilizar tudo o que vem directamente da natureza, sem transformações:
a) Cabelos
Podem ser lavados com ovos batidos e um pouco de mel, passando por água no final. Se o cabelo estiver muito oleoso, esfrega-se com vinagre de fruta ou vinho misturado com um pouco de água. Deixa-se actuar, massajando durante um minuto e depois passa-se por água.
b) Banhos
É possível fazer banhos especiais com flores ou ervas aromáticas secas que se
envolvem num saco de pano que, por sua vez, é mergulhado dentro da água. Esta é
aquecida a uma temperatura que não deve ultrapassar os 40 graus porque, de outro
modo, ela fica sem tensão e vai “roubar” energia ao corpo (efeito saco de chá). Não se
deve misturar água de temperatura superior a 40 graus com água fria. Na água do
banho, também pode ser misturado o soro do leite para fazer uma limpeza da pele.
Mas, normalmente, quando se ingere comida crua, não há necessidade de muitas
lavagens, porque não há maus cheiros nem bactérias.
c) Lavagem da Louça
Se a louça tiver muita gordura, utiliza-se sumo de limão, vinagre ou soro de leite. Caso
contrário, água é suficiente. Como a nossa comida é crua, mesmo que fiquem restos
agarrados à louça e esta ficar por lavar, não se produzem bactérias nem maus cheiros.

d) Roupa
Para a roupa pode-se utilizar água com temperatura superior a 40 graus porque o efeito
“saco de chá” é aqui desejado, para retirar a sujidade com maior facilidade. Também se
pode usar sabão de barra, mas o melhor é usar produtos extraídos directamente da
natureza. Se lavarmos com sabão, devemos enxaguar a roupa muito bem, de modo a
que fique completamente isenta de cheiros. Há várias plantas que têm o mesmo efeito
do sabão, a melhor é a “washnut” da Índia. Esta planta também é boa para o banho e
para a louça.
e) Aquecimento
No Inverno, se estiver muito frio (menos de 10 graus negativos), utilizamos a lareira
para nos aquecermos, de manhã e à tarde. Contudo, a casa não fica fechada, as janelas e
as portas abrem-se para que o ar circule. Os fogos em lareiras abertas libertam toxinas
menos prejudicais, por isso, são mais saudáveis do que aqueles produzidos em
salamandras, ou seja, locais fechados. Só se devem queimar coisas vindas directamente
da natureza. Deve-se acender o fogo com giesta e utilizar madeira para queimar, nada
de papéis. Queimar plástico é especialmente poluente porque liberta toxinas que podem
provocar cancro.
- CURA NATURAL
Causas e Processos de Doenças
O nosso organismo foi criado com perfeição pelo Criador. Não há doenças se vivermos de
modo natural nas nossas ilhas paradisíacas. O aparecimento de doenças só demonstra que
o Homem pecou contra as leis da natureza, que também são as de Deus. Há duas causas
principais de doenças:
1. Comida insuficiente
Se os alimentos não possuírem todos os nutrientes que o nosso organismo necessita para o nosso modo de vida e se estes não forem suficientes, ou até se eles não forem correctamente preparados e combinados, o nosso corpo debilita-se e a regeneração celular pára. Finalmente, quando as nossas energias estiverem esgotadas, o sistema imunitário pode entrar em colapso. E, por fim, podem aparecer as mais variadas doenças.
2. Intoxicação
Há muitas causas de intoxicação, mas as principais são a comida cozinhada e o ar poluído.
É muito importante não esquecer o factor ar porque os pulmões “comem” 24kg (!) de
ar todos os dias. Diariamente, inalamos toxinas no tráfico, mas também dentro dos
escritórios, das casas, fábricas e de todos os recintos fechados, especialmente quando há
fumadores.
No mundo moderno sofremos muitos ataques invisíveis de aparelhos eléctricos como os microondas, computadores, telemóveis e as televisões.
A compilação de todos os malefícios referidos, combinados com alimentos cozinhados, desprovidos dos nutrientes essenciais, provoca uma base de doenças em todo o ser humano. As doenças já estão escondidas num corpo que, periodicamente, se quer limpar de toxinas. Esta limpeza é a doença em si porque, durante a saída das toxinas, temos que sofrer. A sensação de mal-estar é derivada da circulação das toxinas no sangue. Por exemplo, tem-se febre quando se desenvolvem bactérias que retiram as toxinas e qualquer material degenerado do corpo. É um erro grave culpar os micróbios quando estes estão a limpar o organismo, porque eles nunca atacam um corpo são. Temos que sofrer os nossos pecados contra as leis da natureza. Se reprimirmos esta limpeza com outras toxinas (medicamentos), ficamos com a doença e acrescentamos ainda mais toxinas. A não ser que se esteja em perigo de morte, nunca devemos manipular a limpeza do organismo. Mas, se quisermos parar a desintoxicação, podemos utilizar toxinas naturais das plantas ou até da aguardente. Durante o processo de limpeza, só se deve comer se tivermos fome. É recomendável tomar muita vitamina, como saladas verdes, raspa de laranja e limão. Neste processo, é aconselhável não fazer refeições grandes nem complicadas. Para além das saladas, devem-se comer frutas, gemas de ovos crus, queijo fresco, leite ácido e vinho tinto. Com esta alimentação, o corpo não necessita muita energia para a digestão, sendo o processo de limpeza facilitado.
No caso de má nutrição, usamos leite fresco ou ácido de cabra. Pelo contrário, se o corpo tiver excesso de proteínas, utilizamos ananases para ajudar a digestão.
Se iniciarmos uma vida natural com alimentos naturais, numa região sem poluição, começamos um longo processo de limpeza e regeneração contínuas do corpo. Todas as toxinas armazenadas saem do corpo, pouco a pouco. Ao longo desta viagem, todos os nossos problemas e pesos do passado vêm à superfície uma vez, mas depois o corpo elimina-os e nunca mais aparecem. Portanto só desta forma, ganhamos saúde.
A desintoxicação completa não é possível com chumbos (toxinas) ou qualquer outro enchimento nos dentes. O nosso corpo só deve possuir as nossas próprias células vivas, sem transplantes. Os chumbos são as piores toxinas e, o mais grave, estão situados na cabeça. Os metais têm um efeito destruidor no sistema nervoso. Mesmo chumbos não metálicos possuem toxinas, bloqueando a limpeza e a cura da região do cérebro e do organismo a que o dente está ligado. A retirada dos enchimentos não provoca dor com comida natural crua. Quando nos alimentamos com esta comida, também não podemos fazer qualquer tipo de operação, tratamento químico ou radioactivo porque é contra as leis da natureza.



- NASCIMENTO E MORTE NATURAIS
Os acontecimentos mais importantes e sensíveis da nossa vida são o nascimento e a
morte. Se infringirmos as leis da natureza ou manipularmos estes dois processos naturais,
provocamos estragos irreparáveis na nossa vida terrena e eterna.
a) Nascimento
O melhor é a mãe ter o bebé na quinta porque só aqui é que ela tem boa comida e a vida a
que está habituada. A gravidez não é uma doença, mas um processo natural, por isso, a
mãe não a deve temer. A comida e a vida naturais são a melhor preparação para um
nascimento sem problemas. A amamentação não é afectada porque a mãe terá leite em
abundância e de superior qualidade. Como os bebés são muito sensíveis, não devem tomar
vacinas, nem qualquer outro tipo de medicamentos. As vacinas têm toxinas que ficam
muito tempo no corpo e evitam a sua limpeza. Estas toxinas são muito fortes e perigosas,
estragando parte do cérebro da criança. Também podem originar deficientes. As toxinas
jamais curam as doenças, apenas bloqueiam a limpeza do organismo. As pessoas
geralmente confundem uma cura fictícia das vacinas com a supressão da doença que estas
provocam. O bloqueio da doença pode, finalmente, provocar uma doença grave.
b) Morte
O processo de entrada na vida eterna ainda é mais importante do que o nascimento.
Podemos provocar estragos eternos se manipularmos o corpo durante a morte. Quando
o coração e o cérebro param, a alma pode demorar três dias a sair do corpo. Durante este
tempo, a alma recolhe a informação de todas as células do corpo para ficar inteira na
eternidade, ou seja, uma cópia espiritual do corpo.
Se o corpo sofreu operações ou transplantações, a alma sofre eternamente porque não se
pode constituir por inteiro. A cremação também é maléfica se o corpo for queimado antes
que este processo de três dias termine. Para sabermos se de facto terminou, basta
analisarmos o rosto do cadáver. Se este já não tiver a mesma a aparência e o
apodrecimento for óbvio, significa que o processo foi concluído. Nunca se devem cremar
ou enterrar cadáveres que não tenham apodrecido.
Não devemos temer a morte, sobretudo se tivermos tido uma vida natural. De nada vale ir
aos médicos ou ao hospital para prolongar a vida, apenas deteriora a eternidade. Antes de
morrer, não devemos estar a tomar qualquer droga, a fazer qualquer terapia, operação,
transplantação ou transfusão.
Os familiares do morto que morreu com saúde e naturalmente, não devem ficarem tristes
nem chorar, mas sim encher os seus corações de felicidade porque o morto apenas se
transformou com sucesso, no mundo eterno.
VIDA E COMIDA NATURAIS
SETE REGRAS PARA VIVER NA NATUREZA COM SUCESSO
AUTOR: Reinhold Schweikert
Reinhold Schweikert, Ap.111, 7320-999 Castelo de Vide, Portugal Tel.: 00351 245 992419
AS SETE REGRAS PARA VIVER NA NATUREZA COM SUCESSO
- VIVER AO AR LIVRE
A nossa família vive e trabalha nos próprios jardins. Os nossos quartos crescem no meio de sebes de rosas, marmelos, bagas e pomares, não deixando de haver privacidade e resguardo. No interior, a atmosfera é calma, protegida de ventos. O ar é fresco com um cheiro delicioso e os pássaros acordam-nos com o seu canto. De manhã, quando abrimos os olhos, vemos flores magníficas e frutos que se penduram sobre as nossas cabeças, prontos a comer.
Diferentes tipos de quartos naturais:
Família ou crianças Casal Animais


- COMIDA NATURAL
Aqui vamos registar apenas alguns exemplos de pratos típicos da nossa comida natural:
Pequeno Almoço
a) Leite fresco com bagas
Leite fresco (fermentado num pote de barro)
Framboesas (podem ser substituídas por fruta da época)
Groselhas
Raspa de meio limão ou laranja
1 maçã crua
1 gema de ovo cru
2 ou 3 folhas de alface
Azeitonas
Coloca-se o leite numa tigela e cobre-se com as framboesas e groselhas (se a fruta não for suficientemente doce, adiciona-se mel e pólen de uma placa natural de abelha). Polvilha-se com a raspa do limão ou da laranja. Este prato pode ser acompanhado de maçã, gema de ovo, alface e azeitonas.

b) Leite fresco com maçã ralada
Laranjas
Leite fresco (de preferência de cabra porque não é tão indigesto)
1 maçã crua
1 gema de ovo cru
Azeitonas
Hortelã
Com um espremedor manual, espremem-se as laranjas de modo a obter um sumo natural que se bebe em jejum. No Verão, na ausência de laranjas, aconselhamos a comer uma ou mais fatias de melancia também em jejum.
De seguida, coloca-se o leite numa tigela e junta-se-lhe a maçã ralada. Este preparado pode ser acompanhado de gema de ovo, azeitonas e hortelã.
Almoço


Da esquerda para a direita:
a) Feijão verde com tomate e cebola
Feijão verde cru ralado
Tomate cru cortado aos pedaços
Cebolas cruas raladas
Azeite
Sal marinho
Vinagre
Ervas aromáticas
Mistura-se tudo numa saladeira.
b) Cenoura com frutos secos
Cenoura crua ralada às tiras finas
Avelãs, nozes ou amêndoas trituradas
Figos secos triturados
Óleo
Mistura-se tudo numa saladeira. A fruta seca pode ser substituída por maçã triturada com o sumo de um limão e a respectiva casca raspada.
c) Cebola com queijo
Cebola crua
Azeite
Vinagre
Sal marinho
Queijo ralado
Corta-se a cebola às fatias finas para uma saladeira e junta-se-lhe o azeite,
vinagre, sal marinho e queijo ralado. Mexe-se tudo muito bem.

d) Pepino com queijo fresco
1 pepino cru
5 dentes de alho
Azeite
Vinagre
Queijo fresco
Ervas aromáticas
Corta-se o pepino às rodelas finas e coloca-se numa saladeira. Junta-se-lhe os alhos partidos ou esmagados num almofariz. A seguir adiciona-se bastante azeite, vinagre, queijo fresco triturado e ervas aromáticas (preferencialmente “Dill”). Mistura-se tudo muito bem.

e) Salada de batatas cruas
3 ou 4 batatas médias cruas
Trigo avermelhado
Sementes de girassol
Amendoins crus
Cogumelos secos
Ervas bravas
Azeite
Sal marinho
Ralam-se as batatas às tiras finas. Mói-se uma mão cheia de trigo duro avermelhado. Tritura-se uma mão cheia de sementes de girassol, outra de amendoins crus e uma última de cogumelos secos. Com uma faca de duas mãos, cortam-se algumas ervas bravas, como ortigas. Mete-se tudo numa taça e tempera-se com azeite e sal marinho, mexendo com um garfo sem pressionar.

f) Espinafres com gema de ovo crua
Espinafres crus (podem ser substituídos por outras folhas como nabiças ou ortigas)
Azeite
Sal marinho
4 dentes de alho
3 gemas de ovo cru
Esmaga-se um molho de espinafres num almofariz de madeira coberto com o azeite, sal marinho e os dentes de alho. Coloca-se tudo numa saladeira e juntam-se as três gemas de ovo, sem bater, misturando com uma colher de pau.
g) Couve com Queijo fresco
Couve crua de folhas tenras
Queijo fresco ou leite fermentado
Sal marinho
Azeite
Vinagre ou sumo de 1 limão
Cortam-se as folhas de couve às tiras finas e colocam-se numa saladeira. Depois mistura-se o queijo fresco ou leite fermentado. Tempera-se com sal marinho, azeite e vinagre ou limão.
Jantar
a) Salada Amarga
Folhas de “endivian” cruas (esta planta alemã pode ser substituída por quaisquer folhas bravas ácidas)
Alho
Sal Marinho
Azeite
Sumo de 1 limão ou laranja
Cortam-se as folhas finas e metem-se em água morna, durante 10 minutos, para retirar a acidez. Se quisermos manter a acidez, podemos juntar maçã ralada; é mais saudável se a acidez não for eliminada por completo. Depois, com a ajuda de um escoador, retira-se a água. À parte, tritura-se o alho e mistura-se-lhe o sal marinho. Coloca-se esta mistura numa saladeira com o fundo coberto de azeite. A seguir, junta-se, alternadamente, o sumo de laranja/limão e as folhas. O melhor acompanhamento é salada de batatas cruas. Esta receita também pode ser servida ao almoço.


b) Enrolado de salada
1 folha de alface, nabiça ou outra crua
Tomates crus
Cebola crua
Queijo de cabra ou vaca
Outros vegetais a gosto crus
Estende-se a folha e recheia-se com os restantes ingredientes, em forma de rolinho.


Sobremesas
a) Banana de mel com nozes
1 banana
Mel líquido
Nozes
Descasca-se a banana e coloca-se num prato, inteira ou partida ao meio. Rega-se com o mel líquido e polvilha-se com nozes trituradas.
b) Salada de fruta
Fruta variada
3 colheres de sopa de queijo fresco
Corta-se a fruta variada aos pedaços e junta-se-lhe o queijo fresco, misturando tudo numa taça. Se as frutas forem amargas, pode-se adicionar um pouco de mel e vinho branco. Para esta salada as frutas mais indicadas são bananas, maçãs, pêras, morangos, figos, uvas, cerejas, amoras, laranjas e todo tipo de bagas.
c) Figos com queijo fresco
Figos
Queijo fresco ou natas
Partem-se os figos ao meio e colocam-se num prato. De seguida cobrem-se com queijo fresco ou natas batidas.
d) Bolo cru
Nozes
Amêndoas
Avelãs
Frutas secas
Alfarroba
Trigo
1 limão
6 claras de ovo cru
Mel
Trituram-se as nozes, amêndoas, avelãs, frutas secas e a alfarroba. Mói-se o trigo, mas não muito fino. Raspa-se o limão inteiro, com casca. Mistura-se tudo. A seguir batem-se as claras em castelo mas, um pouco antes de terminar, junta-se o mel e acaba-se de bater. Adicionam-se as claras à massa com cuidado. Depois coloca-se numa forma por untar. Repousa durante uma hora ou um dia, sem aquecimento. Finalmente desenforma-se e está pronto a servir.
e) Praline
Nozes
1 limão
Mel
Frutas secas (facultativo)
Trituram-se as nozes e frutas secas. Espreme-se o limão e junta-se o mel. Amassa-se tudo e moldam-se bolinhas redondas. Repousa durante uma hora e está pronto a servir.
f) Tarte Crua
Base
Trigo
Nozes
Amêndoas
Avelãs
Frutas secas
Alfarroba
6 claras de ovo cru
Mel
Sumo de 1 limão
Recheio
Bananas
Framboesas
Nozes trituradas
Outra fruta à escolha
Queijo fresco
Para a base, mói-se o trigo e junta-se-lhe todos os restantes ingredientes. Amassa-se tudo muito bem de modo a obter uma massa homogénea e pressiona-se com as mãos. Forra-se uma forma de tarte. De seguida cobre-se com banana esmagada com um garfo. Por cima coloca-se fruta à escolha cortada fina e tapa-se com uma camada de queijo fresco. Para terminar, decora-se com framboesas e/ou polvilha-se com nozes trituradas.
Outras Receitas
Pão Cru (versões simplificadas)
Trigo
Sal marinho
Azeite ou óleo
a) Demolha-se o trigo durante um dia. Junta-se-lhe o sal marinho e o azeite/óleo, misturando tudo com uma colher de pau. Deixa-se secar meio dia e está pronto para comer. Se for pressionada com as mãos esta massa serve de base para tartes.
b) Mói-se o trigo e junta-se-lhe azeite/óleo e sal marinho. Mistura-se com bastante leite fresco, de modo a que a massa fique homogénea e se consiga moldar e cortar. Está pronto a servir.
c) Mói-se o trigo e junta-se-lhe frutas secos, nozes e alfarroba. Adiciona-se leite fresco, de modo a que a massa fique homogénea. Deixa-se num alguidar tapado com um pano seco, durante 4 a 6 horas. Molda-se e está pronto a comer.
Pizza Crua
Trigo
Sal marinho
Azeite/óleo
Água
Mói-se o trigo e junta-se-lhe sal marinho, azeite/óleo e água. Amassa-se tudo e molda-se
uma base que seca durante uma hora. Forra-se um prato de pizza e cobre-se com tomate,
alho, pimento picante, cebola, azeitona, anchovas, queijo, etc. Está pronta a servir.
Manteiga de Amendoim/Noz
Amendoins crus ou nozes cruas
Tomate cru
Alho
Sal marinho
Trituram-se os amendoins ou as nozes. Num almofariz, esmaga-se um pouco de tomate e
alho juntamente com sal marinho. Mistura-se tudo e serve-se.
Abacates Crus
1 abacate cru
2 gemas de ovos crus
Sal marinho
Salsa
Azeite/óleo
Corta-se o abacate em duas partes iguais e retiram-se as sementes com uma colher. Coloca-se uma gema em cada metade do abacate e tempera-se com sal marinho, salsa e azeite/óleo. Para servir, decora-se o prato com duas rodelas de limão.
Cacto Cru
Folhas novas de cacto
Amendoim cru triturado
Vinagre
Apanham-se folhas novas de cacto e retiram-se os picos em água com uma escova ou à mão. Depois cortam-se às tiras finas e colocam-se numa taça. Junta-se-lhe amendoim triturado e vinagre. Nunca se deve juntar azeite ou óleo ao cacto porque este já contém substâncias oleosas.

Couve-flor Crua
Couve-flor crua
Trigo
Azeite
1 gema de ovo cru (facultativo)
Mói-se a couve-flor e o trigo. Mistura-se tudo numa saladeira e tempera-se com um pouco de azeite. Esta mistura pode ser feita com a gema crua.

Ovos Batidos
Ovos crus
Mel
Raspa de 1 limão
Separam-se as gemas das claras. Batem-se as claras em castelo mas, antes de terminar, adiciona-se um pouco de mel, a raspa do limão e acaba-se de bater. Pode-se comer assim ou regar com as gemas. Aconselha-se a que se coma de imediato senão as claras ficam líquidas.
Sumo de laranja com leite de cabra ou vaca
Laranjas naturais
Leite de cabra
Espremem-se laranjas de modo a encher meio copo com sumo. Junta-se o leite de cabra até ao cimo e mexe-se com uma colher. É preferível leite de cabra porque o de vaca coagula rapidamente quando a ele se adicionam citrinos. É aconselhável não fazer esta mistura com leite pasteurizado nem com sumo de laranja artificial. Bebe-se com uma palha.
Chá
Flores frescas ou secas
Ervas aromáticas frescas ou secas
Folhas frescas ou secas
Frutas secas
Água da nascente
No fundo de um pote de barro, colocam-se flores, ervas aromáticas e folhas frescas ou secas, frutas secas (figos, laranjas, peras, amoras, cactos, etc.). Depois enche-se com água fresca da nascente e deixa-se repousar, no mínimo, uma hora. Se, após dois dias, ainda tiver chá, retiram-se as flores, ervas, folhas e frutas e mete-se o líquido em garrafas para fermentar durante, pelo menos, uma semana. Desta fermentação resulta uma bebida gasosa e alcoólica.
Queijo
Leite de cabra ou vaca
Cardos
Sal marinho (facultativo)
Ervas aromáticas (facultativo)
Depois de se obter o leite de cabra ou vaca ordenhado e ainda quente, adiciona-se-lhe o líquido dos cardos previamente demolhados, para assim se obter a coagulação. O leite fica a coagular, aproximadamente, meio dia, numa sala com temperatura de 20 a 30 graus (nunca deve ultrapassar os 40 graus). A seguir, retira-se a coagulação obtida com um coador e coloca-se em formas de queijo plásticas. Na ausência de formas, mete-se o leite coagulado num pano que se ata e pendura ou põem em cima de um coador, para sair o soro.
O queijo come-se fresco, mole ou duro. Para conservar o queijo durante um longo período, junta-se sal marinho e deixa-se secar ao ar.
Para proteger o queijo das moscas enquanto seca, limpa-se com água salgada, de concentração máxima. Outra forma de protecção é cobrir o queijo com ervas aromáticas secas, quando ele ainda está húmido.
Preparação dos cardos:
Colocam-se os cardos num copo e cobrem-se com água. Deixam-se repousar, no mínimo, meio dia. Depois prensam-se com os dedos, de modo a obter o líquido que se vai adicionar ao leite quente.
Há ainda muitas mais formas de fazer queijo, mas aqui só abordamos algumas.

Azeite
Azeitonas
Esmagam-se as azeitonas com uma máquina especial. De seguida metem-se numa prensa e o líquido liberto é logo dividido em azeite e sumo de azeitona. Depois engarrafa-se o azeite e guarda-se num local fresco e escuro.
As melhores prensas são as manuais, com macaco ou outros sistemas hidráulicos. Não se devem utilizar prensas com espiral porque a pressão é muito elevada e pode destruir as moléculas de gordura. Pela mesma razão não se devem utilizar os sistemas de centrifugação ou os sistemas modernos com demasiada velocidade e pressão. Assim, a azeite nunca deverá ser aquecido com uma temperatura superior a 40 graus.

Vinho
Uvas
O nosso vinho é feito com uvas morangueiras maduras. Metem-se as uvas num pote de barro e esmagam-se os bagos com uma máquina manual. Esta mistura fica a fermentar, sem quaisquer aditivos, durante um período de sete a dez dias, dependendo da temperatura. Quanto mais quente, mais rápida é a fermentação. Terminado o tempo desta pré-fermentação, separamos o bagaço do vinho, retirando este último e colocando-o noutro pote de barro. O vinho pode ficar neste pote até a fermentação estar quase completa, aproximadamente um mês. Por fim engarrafa-se o vinho morangueiro para ganhar um pouco de gás, o que melhora o seu sabor. Este gás desenvolver-se-á se a fermentação não estiver completa. Se se engarrafar o vinho mais cedo, a meio da fermentação, corre-se o risco da garrafa explodir, caso esta não seja especificamente para vinho espumante.

Fermentação lacto-ácida
Vegetais
Peixe seco sem ser demolhado
Sal marinho
Ervas aromáticas
Vinagre (facultativo)
Vinho (facultativo)
Para conservar todos os vegetais (batatas, tomates, pimentos, feijão verde, cebolas, favas, malaguetas, etc.), fazemos a fermentação lacto-ácida.
Cortam-se os vegetais escolhidos em pedaços e junta-se sal marinho e ervas aromáticas secas. Mete-se tudo num frasco. Depois prensa-se tudo muito bem com uma colher, até que a mistura fique coberta com o líquido dos vegetais. Se não tiver líquido suficiente, adiciona-se um vegetal mais suculento, como o tomate. Em substituição também se podem usar o vinagre ou vinho. Fecha-se o frasco muito bem e deixa-se fermentar, no mínimo, um mês. Mas o melhor é seis meses ou um ano. Conserva-se por um período de sete anos. Juntamente com os vegetais também se podem conservar leguminosas e cereais. Estes têm que ser demolhados 24 horas antes de serem conservados. Para preparações que contêm mais proteínas, utiliza-se mais sal.
Com os vegetais, também se pode fermentar peixe seco sem ser demolhado, como o bacalhau, muito apreciado em Portugal. Mas, por norma, a nossa família não come peixe.

Fermentação de azeitonas
Azeitonas
Azeite
Alho
Sal marinho
Malaguetas
Louro
Ervas aromáticas secas
Enche-se um alguidar com azeitonas maduras e lubrificam-se com azeite. A seguir junta-se o alho esmagado, sal marinho, louro, as malaguetas e as ervas aromáticas secas. Mistura-se tudo muito bem, de modo a que o sal fique colado às azeitonas. Mete-se esta mistura em frascos de vidro ou num barril de madeira ou plástico. Esta fermentação demora, no mínimo, dois meses. Durante a fermentação mexe-se o frasco ou barril várias vezes, um vez por semana, para lubrificar as azeitonas. Conserva-se cerca de dois anos.

FRUTA SECA

UTENSÍLIOS DE COZINHA


NOTAS:
- A fruta, especialmente os citrinos, deve ser totalmente natural, sem quaisquer
tratamentos;
- O sal é marinho, mas sem ser refinado;
- O queijo de cabra ou vaca é caseiro, ou seja, cru;
- As refeições devem ser acompanhadas de vinho morangueiro ou tinto natural
(somente feito de uvas, sem aditivos nem aquecimento) ou de sumo de laranja natural.
Se a refeição não satisfizer, pode-se completá-la com uma sobremesa à base de queijo e
fruta (banana, maçã, ananás, pêra ou figo fresco);
- É aconselhável não beber água nem meia hora antes nem até duas horas depois de uma
refeição com alimentos crus porque a água vai retirar o seu poder digestivo;
- Os pratos onde são servidos os alimentos são feitos de sobreiro;
- As refeições são quase sempre acompanhadas de música.
- Água
Se possível, beber somente água da nascente por um copo de vidro ou cortiça, com as
mãos ou com a boca. Tal como os alimentos, quando ela é retirada do seu ambiente
natural, começa a perder tensão e vitalidade. Se quisermos conservar a água em casa,
devemos fazê-lo em potes de barro, assim a perda de vitalidade é mais lenta. No Verão,
pode-se misturar água com vinho ou sumo de laranja.

- Leite
O leite deve ser natural, de cabra ou vaca, ou seja, não pasteurizado. A alimentação dos
animais também deve ser natural, sem qualquer tipo de ração. O gado não deve ser
tratado com medicamentos nem com vacinação porque tudo o que ele ingerir, nós
também ingerimos. O gado não deve ser mal tratado pelo seu dono porque afecta a
qualidade do leite.
- TRABALHAR NA NATUREZA COM AS MÃOS
Cada povo necessita de uma base sólida de pequenos agricultores maioritariamente auto-suficientes. Os produtos mais importantes devem ser plantados na própria quinta. A qualidade dos nossos alimentos aumenta se o trabalho for feito à mão, sem máquinas, químicos, nem adubos artificiais. Precisamos de cabras, galinhas, abelhas e até uma ou duas vacas para abastecer a família com leite, queijo, ovos e mel de excelente qualidade e também para obter estrume e fertilizantes naturais. Com esta produção natural, as necessidades básicas são satisfeitas e o desemprego nulo.





- EDUCAÇÃO NATURAL
O ideal é ensinar as crianças na quinta. Para além dos métodos práticos (jardinagem,
animais, lida de casa, costura), temos que ensinar o seguinte:
a) Música
Utlizamos diversos instrumentos e livros (ensino e cântico). Temos livros de
compositores clássicos e aparelhos de áudio e vídeo;

b) Arte
Fazemos pintura de cavalete a aguarela, guache e óleo. Desenhamos com vários meios
riscadores como lápis de cor, lápis de cera, marcadores e grafite. Moldamos objectos
com lasticina de várias cores. Mas, a arte mais importante, especialmente para os
adultos, é organizar uma quinta paradisíaca.

c) Religião
Lemos vários livros e a história da Bíblia. Antes do almoço, para agradecer a Deus os
alimentos, cantamos cânticos da igreja. Nós pensamos que a melhor forma de viver em
comunhão com Deus é viver na Natureza e comer alimentos crus, sem serem destruídos
pelo fogo, pois este produz muitas toxinas que são a causa de muitas doenças. As
moléculas dos alimentos, depois de aquecidas, perdem toda a sua vitalidade porque já
não se encontram na sua ordem natural.

d) Desporto
Não precisamos de jogos de competição porque não queremos pôr os membros da
família uns contra os outros. O corpo exercita-se com o trabalho na natureza e jogos
como trepar árvores ou nadar em lagos naturais. Entre os casais pode haver muito
exercício físico, na medida em que a comida crua e a vida natural dão mais potência.
e) Escrita e Leitura
Para aprender a escrever e a ler não precisamos encerrar as nossas crianças em escolas
tradicionais durante anos. Bastam alguns livros e adultos para ensinar os primeiros
passos porque, depois, oferecemos literatura variada conforme a idade. As crianças são
autónomas e elas próprias escolhem o que mais lhes interessa aprender. Temos uma
biblioteca enriquecida com géneros literários múltiplos: biologia, ciências, animais,
plantas, história, geografia, construção, religião, poesia, música, arte, ficção científica,
romances, aventuras, costura, alimentação, jardinagem, banda desenhada.


f) Matemática
Primeiro aprendemos o básico como a adição, subtracção, divisão e multiplicação. Mas
O mais importante é aplicar essa aprendizagem na prática; por exemplo construir
cancelas de madeira ou corda, ferramentas de madeira e ferro para a agricultura
(ancinhos, ferraduras, vassouras, escadas, rodas, carroças), mobiliário e casas de
madeira ou pedra, muros de pedra, poços, barris de madeira, barcos de madeira, redes
de corda, calçado, vestuário, pedras para moer trigo, cestos de vime, fieiras, teares e
velas de cera.

- LIDA DE CASA NATURAL
Na natureza, podemos encontrar tudo que necessitamos. Não precisamos utilizar produtos químicos
nem artificiais. É contra a natureza e as leis de Deus produzir coisas artificiais, não é permitido.
A nossa civilização é baseada em coisas artificiais, com as quais já não sabemos viver. Elas constituem
pecados contra as leis da natureza. A maior parte traz mais desvantagens do que vantagens.
A substituição de coisas naturais por artificiais não só diminuiu a qualidade de vida, como também
aumentou a poluição e o desperdício de recursos e energia. Se as mulheres deste mundo não
utilizassem tantas máquinas de lavar, provavelmente todos os reactores nucleares poderiam ser
desactivados. Nas regiões onde a água escasseia, também corremos o risco de contaminar a água
potável.
Como podemos evitar a utilização de químicos?
A maior parte das vezes basta lavar os objectos com água, sem detergentes. Para o corpo,
o melhor é lavá-lo só com água também. Normalmente ele não necessita de cosmética, que é muito tóxica. A beleza do corpo vem de uma vida e comida naturais, não pode ser produzida artificialmente com cosmética. Mas se houver necessidade de cosmética, podemos utilizar tudo o que vem directamente da natureza, sem transformações:
a) Cabelos
Podem ser lavados com ovos batidos e um pouco de mel, passando por água no final. Se o cabelo estiver muito oleoso, esfrega-se com vinagre de fruta ou vinho misturado com um pouco de água. Deixa-se actuar, massajando durante um minuto e depois passa-se por água.
b) Banhos
É possível fazer banhos especiais com flores ou ervas aromáticas secas que se
envolvem num saco de pano que, por sua vez, é mergulhado dentro da água. Esta é
aquecida a uma temperatura que não deve ultrapassar os 40 graus porque, de outro
modo, ela fica sem tensão e vai “roubar” energia ao corpo (efeito saco de chá). Não se
deve misturar água de temperatura superior a 40 graus com água fria. Na água do
banho, também pode ser misturado o soro do leite para fazer uma limpeza da pele.
Mas, normalmente, quando se ingere comida crua, não há necessidade de muitas
lavagens, porque não há maus cheiros nem bactérias.
c) Lavagem da Louça
Se a louça tiver muita gordura, utiliza-se sumo de limão, vinagre ou soro de leite. Caso
contrário, água é suficiente. Como a nossa comida é crua, mesmo que fiquem restos
agarrados à louça e esta ficar por lavar, não se produzem bactérias nem maus cheiros.

d) Roupa
Para a roupa pode-se utilizar água com temperatura superior a 40 graus porque o efeito
“saco de chá” é aqui desejado, para retirar a sujidade com maior facilidade. Também se
pode usar sabão de barra, mas o melhor é usar produtos extraídos directamente da
natureza. Se lavarmos com sabão, devemos enxaguar a roupa muito bem, de modo a
que fique completamente isenta de cheiros. Há várias plantas que têm o mesmo efeito
do sabão, a melhor é a “washnut” da Índia. Esta planta também é boa para o banho e
para a louça.
e) Aquecimento
No Inverno, se estiver muito frio (menos de 10 graus negativos), utilizamos a lareira
para nos aquecermos, de manhã e à tarde. Contudo, a casa não fica fechada, as janelas e
as portas abrem-se para que o ar circule. Os fogos em lareiras abertas libertam toxinas
menos prejudicais, por isso, são mais saudáveis do que aqueles produzidos em
salamandras, ou seja, locais fechados. Só se devem queimar coisas vindas directamente
da natureza. Deve-se acender o fogo com giesta e utilizar madeira para queimar, nada
de papéis. Queimar plástico é especialmente poluente porque liberta toxinas que podem
provocar cancro.
- CURA NATURAL
Causas e Processos de Doenças
O nosso organismo foi criado com perfeição pelo Criador. Não há doenças se vivermos de
modo natural nas nossas ilhas paradisíacas. O aparecimento de doenças só demonstra que
o Homem pecou contra as leis da natureza, que também são as de Deus. Há duas causas
principais de doenças:
1. Comida insuficiente
Se os alimentos não possuírem todos os nutrientes que o nosso organismo necessita para o nosso modo de vida e se estes não forem suficientes, ou até se eles não forem correctamente preparados e combinados, o nosso corpo debilita-se e a regeneração celular pára. Finalmente, quando as nossas energias estiverem esgotadas, o sistema imunitário pode entrar em colapso. E, por fim, podem aparecer as mais variadas doenças.
2. Intoxicação
Há muitas causas de intoxicação, mas as principais são a comida cozinhada e o ar poluído.
É muito importante não esquecer o factor ar porque os pulmões “comem” 24kg (!) de
ar todos os dias. Diariamente, inalamos toxinas no tráfico, mas também dentro dos
escritórios, das casas, fábricas e de todos os recintos fechados, especialmente quando há
fumadores.
No mundo moderno sofremos muitos ataques invisíveis de aparelhos eléctricos como os microondas, computadores, telemóveis e as televisões.
A compilação de todos os malefícios referidos, combinados com alimentos cozinhados, desprovidos dos nutrientes essenciais, provoca uma base de doenças em todo o ser humano. As doenças já estão escondidas num corpo que, periodicamente, se quer limpar de toxinas. Esta limpeza é a doença em si porque, durante a saída das toxinas, temos que sofrer. A sensação de mal-estar é derivada da circulação das toxinas no sangue. Por exemplo, tem-se febre quando se desenvolvem bactérias que retiram as toxinas e qualquer material degenerado do corpo. É um erro grave culpar os micróbios quando estes estão a limpar o organismo, porque eles nunca atacam um corpo são. Temos que sofrer os nossos pecados contra as leis da natureza. Se reprimirmos esta limpeza com outras toxinas (medicamentos), ficamos com a doença e acrescentamos ainda mais toxinas. A não ser que se esteja em perigo de morte, nunca devemos manipular a limpeza do organismo. Mas, se quisermos parar a desintoxicação, podemos utilizar toxinas naturais das plantas ou até da aguardente. Durante o processo de limpeza, só se deve comer se tivermos fome. É recomendável tomar muita vitamina, como saladas verdes, raspa de laranja e limão. Neste processo, é aconselhável não fazer refeições grandes nem complicadas. Para além das saladas, devem-se comer frutas, gemas de ovos crus, queijo fresco, leite ácido e vinho tinto. Com esta alimentação, o corpo não necessita muita energia para a digestão, sendo o processo de limpeza facilitado.
No caso de má nutrição, usamos leite fresco ou ácido de cabra. Pelo contrário, se o corpo tiver excesso de proteínas, utilizamos ananases para ajudar a digestão.
Se iniciarmos uma vida natural com alimentos naturais, numa região sem poluição, começamos um longo processo de limpeza e regeneração contínuas do corpo. Todas as toxinas armazenadas saem do corpo, pouco a pouco. Ao longo desta viagem, todos os nossos problemas e pesos do passado vêm à superfície uma vez, mas depois o corpo elimina-os e nunca mais aparecem. Portanto só desta forma, ganhamos saúde.
A desintoxicação completa não é possível com chumbos (toxinas) ou qualquer outro enchimento nos dentes. O nosso corpo só deve possuir as nossas próprias células vivas, sem transplantes. Os chumbos são as piores toxinas e, o mais grave, estão situados na cabeça. Os metais têm um efeito destruidor no sistema nervoso. Mesmo chumbos não metálicos possuem toxinas, bloqueando a limpeza e a cura da região do cérebro e do organismo a que o dente está ligado. A retirada dos enchimentos não provoca dor com comida natural crua. Quando nos alimentamos com esta comida, também não podemos fazer qualquer tipo de operação, tratamento químico ou radioactivo porque é contra as leis da natureza.



- NASCIMENTO E MORTE NATURAIS
Os acontecimentos mais importantes e sensíveis da nossa vida são o nascimento e a
morte. Se infringirmos as leis da natureza ou manipularmos estes dois processos naturais,
provocamos estragos irreparáveis na nossa vida terrena e eterna.
a) Nascimento
O melhor é a mãe ter o bebé na quinta porque só aqui é que ela tem boa comida e a vida a
que está habituada. A gravidez não é uma doença, mas um processo natural, por isso, a
mãe não a deve temer. A comida e a vida naturais são a melhor preparação para um
nascimento sem problemas. A amamentação não é afectada porque a mãe terá leite em
abundância e de superior qualidade. Como os bebés são muito sensíveis, não devem tomar
vacinas, nem qualquer outro tipo de medicamentos. As vacinas têm toxinas que ficam
muito tempo no corpo e evitam a sua limpeza. Estas toxinas são muito fortes e perigosas,
estragando parte do cérebro da criança. Também podem originar deficientes. As toxinas
jamais curam as doenças, apenas bloqueiam a limpeza do organismo. As pessoas
geralmente confundem uma cura fictícia das vacinas com a supressão da doença que estas
provocam. O bloqueio da doença pode, finalmente, provocar uma doença grave.
b) Morte
O processo de entrada na vida eterna ainda é mais importante do que o nascimento.
Podemos provocar estragos eternos se manipularmos o corpo durante a morte. Quando
o coração e o cérebro param, a alma pode demorar três dias a sair do corpo. Durante este
tempo, a alma recolhe a informação de todas as células do corpo para ficar inteira na
eternidade, ou seja, uma cópia espiritual do corpo.
Se o corpo sofreu operações ou transplantações, a alma sofre eternamente porque não se
pode constituir por inteiro. A cremação também é maléfica se o corpo for queimado antes
que este processo de três dias termine. Para sabermos se de facto terminou, basta
analisarmos o rosto do cadáver. Se este já não tiver a mesma a aparência e o
apodrecimento for óbvio, significa que o processo foi concluído. Nunca se devem cremar
ou enterrar cadáveres que não tenham apodrecido.
Não devemos temer a morte, sobretudo se tivermos tido uma vida natural. De nada vale ir
aos médicos ou ao hospital para prolongar a vida, apenas deteriora a eternidade. Antes de
morrer, não devemos estar a tomar qualquer droga, a fazer qualquer terapia, operação,
transplantação ou transfusão.
Os familiares do morto que morreu com saúde e naturalmente, não devem ficarem tristes
nem chorar, mas sim encher os seus corações de felicidade porque o morto apenas se
transformou com sucesso, no mundo eterno.